
Sinopse
Arnold Schoenberg (Viena, 1874 – Los Angeles, 1951) foi uma figura maior cujo pensamento marcou irreversivelmente a produção musical das gerações seguintes. Com a criação de Pierrot Lunaire op. 21 [1912], para voz e quinteto instrumental, Schoenberg estabelece não só o sprechgesang (que, de forma muito redutora, podemos traduzir como canto falado), mas também uma formação, desde então designada “quinteto pierrot”, cuja literatura não parará de crescer até aos nossos dias. Partindo de um desafio da actriz Albertine Zehme, a selecção de três grupos de sete melodramas faz uso da tradução alemã de um conjunto de poemas da obra homónima de Albert Giraud, experimentando, nas diferentes combinações tímbricas disponíveis e num sofisticado contraponto, a máxima diversidade com a maior economia de meios.
Mantendo o princípio de fazer música de câmara sem maestro, o ars ad hoc e a soprano Ana Caseiro propõem uma nova leitura daquele marco de modernidade, numa apresentação legendada e com desenho de luz e espaço cénico de Pedro Fonseca.
A anteceder aquela que é considerada uma das obras mais emblemáticas de Schoenberg, o ars ad hoc interpreta o Adagio para clarinete, violino e piano, que mais não é do que a transcrição do segundo andamento do Concerto de Câmara para violino, piano e 13 instrumentos de sopro [1925], que Alban Berg (Viena, 1885 – Viena, 1935) compôs para o 50º aniversário do seu mestre, Schoenberg.
Informação adicional
Preço 5€
Ficha Artística
Ricardo Carvalho (flautas)
Horácio Ferreira (clarinetes)
Diogo Coelho (violino/viola)
Gonçalo Lélis (violoncelo)
João Casimiro Almeida (piano)
Pedro Fonseca (desenho de luz e espaço cénico)
Diana Ferreira (programação e legendagem)
Arte no Tempo (produção)
Direção Geral das Artes - República Portuguesa, Banco BPI | Fundação “la caixa” (apoio)
