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No mês de junho, a dança está em destaque no Teatro Aveirense

Data publicação — 22 Maio 2026

No mês de junho, a dança está em destaque no Teatro Aveirense

No dia 3 de junho, a Companhia Nacional de Bailado regressa ao Teatro Aveirense para apresentar Only Duos, um programa que celebra a força e a intimidade do encontro entre duas presenças em palco. Com a marca da intemporalidade, este ciclo de duetos reúne criações de diferentes coreógrafos que exploram múltiplas linguagens coreográficas – do clássico ao contemporâneo – evidenciando a riqueza da dança a dois.

Neste programa apresentam-se três obras que entram para o repertório da CNB, O Espectro da Rosa de Michele Fokine, o dueto do bailado Le Parc de Angelin Preljocaj e  Swan Lake Dream de Filipe Portugal. A estas obras juntam-se novas criações em estreia absoluta de Miguel Ramalho, Wubkje Kuindersma e Joseph Toonga.

A 11 de junho, a bailarina e coreografa Piny sobe ao palco com Onyx, uma obra que mergulha num universo onírico onde caos e silêncio coexistem, dissolvendo fronteiras entre intervenção política, memória e fantasia. Entre arquivos pessoais, vozes maternas e poesia urbana, nesta obra o corpo surge não como limite, mas como veículo de transformação e encontro. 

No dia 26 de junho, as coreografas e intérpretes São Castro e Teresa Alves da Silva apresentam hOLD, um projeto que propõe explorar a poética e a ferocidade inerentes ao processo de envelhecimento, a partir das suas implicações em várias esferas da vida humana. 

A partir da experiência de duas bailarinas/ intérpretes profissionais, ambas perto dos 50 anos, propõe-se uma escuta sensível sobre a consciência de uma transição que acontece no corpo. Uma narrativa frequentemente associada a uma perda de capacidades, que contrasta com a realidade de indivíduos que, no decorrer deste processo, continuam a desempenhar um papel ativo e significativo na sociedade. 

Inspirada em obras de autores como Cícero, Hermann Hesse, Yvonne Rainer, Manuel Curado e Simone de Beauvoir, o processo de criação desta peça faz uma reflexão profunda sobre esta etapa da existência, não apenas como uma questão biológica, mas também como uma construção social com implicações éticas e existenciais.



Fotografia: hOLD © Susana Pereira