Teatro Aveirense

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Obras de arte criadas a partir da luz em Aveiro, Viseu e Guarda

Data publicação — 24 Setembro 2021

Obras de arte criadas a partir da luz em Aveiro, Viseu e Guarda
A partir de 23 de setembro os centros históricos de Aveiro, Guarda e Viseu iluminam-se. A luz é o recurso central da iniciativa Instalações de Luz no Património, uma proposta imersiva que conjuga a arte contemporânea e os lugares de maior relevância patrimonial das cidades do Eixo Cultural A25.
Esta iniciativa tem como ponto de partida as Jornadas Europeias do Património e celebra os centros históricos através da arte. Para tal, foram criadas intervenções artísticas originais de grande escala e que utilizam a luz como recurso central, em registo site specific, tendo como objetivo a valorização de lugares de relevância patrimonial nos municípios promotores, através de uma abordagem artística inovadora, que relaciona o património com a arte contemporânea.
Em Aveiro, o local escolhido foi o edifício ATLAS Aveiro, onde o artista Henrique Vilão irá apresentar nos dias 23 e 24 de setembro uma obra de luz, cor e som em constante mutação, com um happening às 21h, único e irrepetível, que marcará o início do período de exibição e ligará toda a instalação.

Para a cidade de Viseu está reservada uma instalação que ocupa toda a Rua Direita, concebida pelo light designer LUZO, numa ode a uma das mais tradicionais artérias da cidade e que toma o néon e a seta como suas inspirações principais. A visitar entre 24 de setembro e 31 de outubro.

Na Guarda, nos dias 1 e 2 de outubro, será a vez de David Negrão, Catarina Bandola, Alexandre Bandola e Nuno Paula, com curadoria do artista Manuel Borges, intervirem em três espaços emblemáticos: Jardim José de Lemos, Torre dos Ferreiros e Passo do Biu. Procuram, assim, valorizar este património, utilizando a luz, o vídeo, o som e os efeitos especiais como elementos centrais, proporcionando novos percursos de interpretação de símbolos comunitários e identitários.
O projeto Instalações de Luz no Património proporciona novos percursos de interpretação de símbolos comunitários e identitários de Aveiro, Viseu e Guarda, na medida em que assume uma reflexão sobre as arquiteturas físicas das cidades, não só dos edifícios ou monumentos ou espaços físicos, mas também da apropriação que se promove dos mesmos, quotidianamente, pelas vivências das suas comunidades residentes.

Acresce a intenção de promover processos sustentáveis, quer em termos energéticos, quer nos materiais utilizados nas instalações. A ação irá realizar-se em simultâneo, funcionando como uma proposta de “percurso” artístico-cultural pelas três cidades, estimulando novas formas de as visitar e descobrir.